Singela análise sobre o Branding da Apple e como ela se diferencia como marca

Estou de volta à Universidade e isso me empolga bastante, já que gosto muito de estudar, principalmente as coisas que gosto. Marketing, sem dúvida é — e sempre foi —  um dos meus assuntos preferidos.  Então lá vai meu textinho da aula da semana, inaugurando  meu MBA de Marketing e Vendas, na disciplina “Desenvolvimento de Marcas e Produtos”.

De acordo com Kotler e Armostrong, no livro “Princípios de Marketing”, “a Apple é a marca que possui o maior Brand Equity do mundo, sendo este ativo intangível avaliado em 153 bilhões de dólares”. Por outro lado, é também “uma das dez marcas mais desrruptivas do mundo”, ocupando o terceiro lugar, estando atrás apenas de Facebook e Youtube, respectivamente.

Para uma marca atingir o mais alto Brand Equity ela precisa ter uma excelente estratégia de branding e uma gestão de comunicação corporativa alinhada à essa estratégia de altísismo desempenho nas quatro principais forças da marca: diferenciação, relevância, conhecimento e estima, que fazem com que a reputação da marca seja ótima. Assim, o Costumer Equity também permanece no mais alto grau, portanto, pode cobrar um preço mais caro por seus produtos. Por ser uma potente marca desruptiva, ela ainda consegue fazer com que seus produtos melhorem a vida dos usuários ao ponto de eles não mais viverem sem ela.

A interessante promessa da Apple compreende que a empresa não apenas vende tecnologia (computadores, tablets, celulares), mas promove uma experiência única e rica em todos os momentos que o consumidor tomar contato como a marca. Este posicionamento de marca começa a partir dos funcionários e se extende até aos distribuidores, tornando uma simples visita a uma ‘loja da Apple’ em uma “inesquecível experiência na Apple Store”, pois o treinamento da equipe de vendas chega até a alma do promotor, que transmite esse “amor” para o cliente.

Se fosse apenas mencionar os atributos tangíveis dos produtos da Apple, que são o mínimo que uma marca pode buscar para obter bom Brand Equity, já teríamos aí um diferencial, pois seus produtos são superiores em qualidade no mercado desde sempre. Mas, não, a Apple vai bem mais além: ela trabalha a fundo em crenças e valores para se posicionar na mente dos seus clientes, se elevando ao patamar de LOVEMARK, que, sim, ela pode ostentar e o faz muito bem, obrigada. Desde quando Jobs criou o conceito do lançamento dos produtos Apple em uma conferência ao vivo para o mercado, valorando cada característica do produto como algo sensacional, único e verdadeiramente fantástico, ele plantou a sementinha no imaginário das pessoas que compraram a ideia sem perceber muito bem que estavam trabalhando a serviço da Apple nas cobebrturas destes eventos, que se pulverizaram na mídia e por sua vez, por todo o público, ganhando grande penetração de mercado e, consequentemente, conhecimento de marca.

No texto abordado em aula, temos que “O segredo da empresa é saber quem é verdadeiramente seu público”. Quem é o público da Apple? É a pessoa que topa pagar um pouco mais caro – o dobro, no mínimo – para obter uma experiência gratificante nos atributos tangíveis do produto (design, usabilidade, durabilidade, atendimento personalizado) e todo o montante de valores intangíveis que esta experiência extremamente positiva cria no imaginário do consumidor Apple: confiança, respeito, consideração. O que nos faz voltar ao início do texto, reforçando o conceito de marcas fortes. É um looping infinito que transforma simples consumidores em uma verdadeira legião de fãs.