Lead frouxo e lead firme

Para você não sei, mas, para mim, o famoso “Trago de volta o amor em 3 dias com pagamento após o trabalho” soa tão traiçoeiro quanto “Conseguimos 3 mil curtidores em 30 dias”. Porque trazer pra você, ele até pode trazer, mas concorda que o amor continuar ao seu lado depende mais de você do que do Pai de Santo? No outro caso e na mesma “mão”, quem te garante que as milhares de curtidas serão de pessoas de verdade e, mais grave ainda, estarão todas interessadas na sua marca?

É chegada a hora de pensar em qualidade versus quantidade. Sim, nada contra sua estratégia precisar de quantidade, mas que fique claro que isso precisa estar bem embasado. Na verdade, eu não acho que exista alguma justificativa verdadeiramente embasada para alguém precisar desesperadamente de quantidade que não seja vender espaço publicitário ou afagar o ego. E, convenhamos, as duas situações são coisa do passado. Vender espaço publicitário estilo portalzão ou bloguinho verticalizado já era. Marca que só fala de si, também.

Seja qual for a estratégia de geração de leads, podemos escolher sempre o que é comumente chamado de lead frouxo, que produz uma resposta front-end maior e o lead firme, que pode proporcionar uma menor resposta, entretanto um percentual de conversão maior.

E converter é o que interessa. Não adianta pagar uma agência que vai conseguir 10mil curtidas pra sua Fan Page em apenas 30 dias, porque a menos que você seja uma marca grande e conhecida, pode ter certeza que serão 10mil perfis fantasmas que estarão promovendo aquele super “engajamento” e que seu investimento foi pro ralo…

O que realmente faz a diferença é qualidade. Quantidade pode até impressionar de cara, mas é a qualidade que resolve.

Converter é o que interessa, qualidade não tem pressa…

 

Questões para análise de estratégia em mídias sociais

Cada canal social tem suas características próprias. Cada canal usado pela marca atende a determinada preferência pessoal ou social no uso, atrai determinado comportamento e maneira de engajamento. Há diferenças de idade, sexo, localização, idioma, escolaridade, linguagem, foco, etc.

Com base na audiência do seu segmento, em qual grupo sua marca poderia estar relacionada no Facebook? E no Linkedin? Como uma mesma mensagem deve ser distribuída por canais diferentes?

As estratégias de engajamento estão sendo feitas de forma que potencializem alta performance de conteúdo e atividade? Há métricas que traduzam tais resultados? Estão sendo usados determinadas imagens, vídeos ou mesmo atualizações de texto para trazer engajamento verdadeiro? A estratégia foi construída para alcançar quem realmente interessa?

Não basta só postar algo na Fan page do Facebook. Social mídia está se transformando em algo como um “hiper local”. Tem que pensar em algo que interesse pessoas de locais diferentes, com mensagens específicas.

 

 

 

O problema da estratégia

Para que uma ação de mídia social obtenha bons resultados não é só uma questão de escolher bem os canais sociais, ou as redes sociais propriamente ditas — Facebook, Twitter, Google+, só para ficar nos mais utilizados — e trabalhar o engajamento. Mais do que isso, é irrefutável que se saiba qual o objetivo que se tem em mente.

E veja que se fala em meta, no singular. O que significa identificar apenas UM propósito inicialmente. Pode-se desenvolver uma estratégia de consciência de marca, ou conquistar mais seguidores, ou conseguir um número mais significativo de fãs, ou obter mais vendas. Não se consegue tudo de uma só vez.

Identifique qual o alvo a ser alcançado, trace um plano de ações, ponha em prática, monitore, meça e escute seu público. Analise os números, redefina seu plano se for preciso e recomece.